Especialistas preveem mais mortes de bebês com decreto de Bolsonaro

O projeto de lei alterando normas no trânsito, levado pessoalmente pelo presidente jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados, entre outras medidas acaba com a multa para condutores que transportarem crianças fora de cadeirinhas de retenção; especialistas criticam e chamam a atenção para os graves riscos de a alteração acarretar mortes de bebês

O projeto de lei alterando normas no trânsito, levado pessoalmente pelo presidente jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados, entre outras medidas acaba com a multa para condutores que transportarem crianças fora de cadeirinhas de retenção. Especialistas criticam e chamam a atenção para os graves riscos de a alteração acarretar mortes de bebês. Em entrevista ao blog do jornalista Kennedy Alencar, o sociólogo Eduardo Biavati considera que o relaxamento das regras da segurança no trânsito  “é um retrocesso ruim de assistir”.

Bolsonaro propõe que a partir de agora os motoristas que não usarem a cadeirinha de retenção para crianças de até sete anos e meio receberá apenas uma advertência escrita, ao invés de multa.

O texto dá margem para que não haja aplicação de multa até mesmo para motoristas que transportem crianças no banco dianteiro.

“Entretanto, o uso do dispositivo, segundo a Organização Mundial de Saúde, tem poder de reduzir em 71% as mortes de bebês em acidentes”, diz o jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com Paulo Bacaltchuk, professor do Mackenzie, o projeto de lei de Bolsonaro “vai totalmente na contramão do que preza a segurança”. Por seu turno, Eugênio Leal, da PUC do Rio de Janeiro, diz que a advertência, que o governo propõe como método para substituir a multa, é “quase nada”, destaca a reportagem dos jornalistas Ricardo Della Coletta e Angela Boldrini, da Folha de S.Paulo.

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